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Foco e Método – os segredos do sistema de segurança

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Foco e Método – os segredos do sistema de segurança

Dois grandes problemas na prestação do serviço de segurança são: falta de foco e falta de metodologia de construção. O primeiro problema surge pela falta de um objetivo claro que norteie o sistema de segurança e ser implementado. Não se pode esquecer que qualquer sistema surge a partir de um objetivo bem definido, como é fácil perceber pela própria definição de sistema: conjunto de elementos dinamicamente relacionados que desenvolvem uma atividade para atingir determinado objetivo. O objetivo é a finalidade para a qual o sistema foi criado. Razão de ser do sistema.

Sistema de Segurança Empresarial

O sistema de segurança tem que ser construído a partir do seu objetivo geral que é GERENCIAR RISCOS, seja minimizando a probabilidade de ocorrência, seja minimizando o impacto gerado pela concretização. Para se chegar ao objetivo geral é necessário alcançar os seguintes objetivos específicos:

Dissuadir – levar a desistência da prática de uma ação.
Detectar – Informar a ocorrência de um evento.
Reconhecer – Localizar e identificar o evento.
Reagir – Tratar o evento.

Para que esses objetivos sejam alcançados o sistema de segurança tem que ser composto de quatro macrosubsistemas, cada um com um foco principal, sendo:

  • Meios técnicos ativos (tecnologia) – Gerar informação.
  • Meios técnicos passivos (barreiras) – Retardar a agressão.
  • Meios organizacionais (normas, procedimentos, planos, políticas) – Coordenar os meios.
  • Meios humanos – Assegurar reação.

Esses meios na verdade são as entradas (insumos ou inputs) do sistema de segurança, entradas essas que serão processadas e transformadas em resultados, ou seja, as saídas. Através das saídas o sistema de segurança exporta de volta ao ambiente o produto de sua operação. Devem ser coerentes com os objetivos específicos e o objetivo geral (GERENCIAR RISCO). Desta forma o sistema de segurança será factível (meios técnicos e pessoas disponíveis) e viável (relação custo X benefício X risco).

O segundo problema é a falta de método, ou seja, não existe um processo estruturado para a construção da solução de segurança. É possível afirmar que a palavra método é a união das palavras meta (resultado a ser atingido) e hodós (caminho), ou seja, sequencia de ações necessárias para se atingir certo resultado desejado. Esta sequencia é a base de construção, base essa que é composta da resposta a três perguntas e do processo da gestão de riscos estabelecido na ISO 31000.

Diagnóstico na segurança empresarial

As três perguntas fazem parte da etapa do diagnóstico. A primeira pergunta é: qual ativo ou quais ativos a empresa quer proteger (pessoas, bens, informações, imagem). A segunda pergunta é: qual evento ou quais eventos podem interferir na integridade dos ativos a serem protegidos. A terceira e última pergunta é: qual o nível de proteção que se quer dar aos ativos. Ainda nesta fase serão levantados todos os eventos que a empresa está exposta.

Uma vez levantados os eventos, é necessário (mediante alguma metodologia) a quantificação deles, ou seja, determinar a probabilidade de ocorrência e o impacto gerado pela concretização. Estes dados devem ser cruzados (matriciamento) para ser possível definir a forma como cada evento será tratado. Preventivamente buscando minimizar a probabilidade (sistema preventivo de segurança) e ou contingencialmente (sistema contingencial de segurança) buscando minimizar o impacto.

Com foco e método é possível desenvolver um sistema preventivo de segurança e um sistema contingencial de segurança capaz de alcançar os seus respectivos objetivos e tendo como foco o negócio da organização. Este foco irá potencializar a atividade fim empresarial via o gerenciamento dos riscos.

Sucesso.

Prof. Dr. Nino Ricardo Meireles (CPSI, DIDS, CIPP, CIGR)

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Doutor em Ciencias de La Seguridad (Espanha). Mestre em Direccion de Seguridad (Espanha). Certificacion Profesional de Seguridad Internacional (C.P.S.I.) pela Corporación Euro-Americana de Seguridad (CEAS INTERNACIONAL, Espanha). Certificacion internacional de proteccion personal (C.I.P.P.) pela CEAS INTERNACIONAL (Espanha). Certificacion Internacional en Gestion de Riesgos (CIGR). Diplomado en Direccion de Seguridad (DIDS - Espanha). MBA em Consultoria e Gestão de Recursos Humanos. MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Engenheiro Civil. Extensão em Administração da Segurança Empresarial. Extensão em Gestão de Riscos Corporativos. Extensão em Alta Gerencia en Seguridad Internacional (Espanha). Autor de 08 livros. Organizador de 02 livros. Autor de 12 videoaulas (Jornal da Segurança – São Paulo). Coordenador e professor do MBA em Gestão Estratégica da Segurança Corporativa (FACEI). Pesquisador, consultor e facilitador.

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