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10 Cidades Mais Violentas do Brasil em 2026: Ranking Completo do Anuário 

10 Cidades Mais Violentas do Brasil em 2026: Ranking Completo do Anuário 

Cidades Mais Violentas do Brasil: o que revela o Anuário 2026

Ranking das cidades mais violentas do Brasil em 2026, com dados de 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A segurança pública é uma das maiores preocupações dos brasileiros, e o cenário da violência no país é um tema de constante debate e análise. A cada ano, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), surge como uma fonte essencial para entender as dinâmicas criminais e identificar os pontos mais críticos.

Neste artigo, com base nos dados mais recentes da 20ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que compila informações do ano de 2025, mergulharemos no ranking das cidades mais violentas do Brasil em 2026 (referindo-se aos dados de 2025), analisando os fatores que impulsionam a violência urbana no Brasil e as estratégias para a prevenção da violência.

Entendendo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e Mortes Violentas Intencionais (MVI)

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é o mais completo retrato da segurança pública brasileira, fundamentado em informações oficiais fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança, polícias civil, militar e federal, além de outras fontes. Sua metodologia rigorosa busca padronizar e comparar dados, permitindo uma visão abrangente dos desafios do setor.

Um dos principais indicadores utilizados é a taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes. Esta categoria engloba:

  • Homicídios dolosos (com intenção de matar)
  • Feminicídios
  • Latrocínios (roubos seguidos de morte)
  • Lesões corporais seguidas de morte
  • Mortes decorrentes de intervenções policiais

Em 2025, o Brasil registrou um total de 40.775 homicídios, representando uma queda de 8,2% em relação a 2024. A taxa nacional de MVI atingiu 19,1 por 100 mil habitantes, a menor desde 2012, quando o levantamento foi iniciado. Contudo, essa melhora nacional não se distribui de forma homogênea, revelando focos de alta complexidade e violência concentrada em regiões específicas.

As 10 Cidades Mais Violentas do Brasil em 2025 (Dados do Anuário 2026)

A 20ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 revelou que, em 2025, as dez cidades com as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) por 100 mil habitantes no Brasil estão todas localizadas na região Nordeste, especificamente na Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba. O estudo considera municípios com população igual ou superior a 100 mil habitantes (estimativas do IBGE).

Confira a lista e suas respectivas taxas de MVI:

PosiçãoCidadeEstadoTaxa de MVI (por 100 mil habitantes)
MaranguapeCE100,3
EunápolisBA85,1
MaracanaúCE80,7
Porto SeguroBA71,2
Simões FilhoBA68,1
JequiéBA67,4
CaucaiaCE66,6
Cabo de Santo AgostinhoPE65,1
Santa RitaPB60,9
10ºJuazeiroBA55,8

Maranguape (CE): A Liderança no Ranking da Violência

Pelo segundo ano consecutivo, Maranguape, no Ceará, se mantém como a cidade mais violenta do Brasil, com uma taxa assustadora de 100,3 MVI por 100 mil habitantes – cinco vezes superior à média nacional. Localizada na região metropolitana de Fortaleza, a violência urbana na cidade é impulsionada principalmente pela feroz disputa territorial entre as facções criminosas Comando Vermelho e Guardiões do Estado. Além disso, a migração de criminosos da capital cearense para municípios vizinhos menores contribui para a escalada da violência na região.

Cidades Mais Violentas do Brasil na Bahia: Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro

A Bahia concentra metade das cidades no ranking das mais violentas, demonstrando um cenário complexo para a segurança pública no Nordeste (SSP-BA).

  • Eunápolis (85,1 MVI/100k): No sul do estado, esta cidade de 121 mil habitantes ascendeu rapidamente no ranking, nem figurando no Top 20 em 2024. Sua posição estratégica, cortada pelas BR-101 e BR-367, a torna um ponto crucial para o tráfico de drogas e facções. A cidade também registra alta letalidade policial.
  • Porto Seguro (71,2 MVI/100k): Um destino turístico internacional de destaque, a cidade ironicamente atrai o crime devido ao seu aeroporto internacional e à rodovia BR-367, tornando-a uma rota estratégica para o tráfico. Registrou a maior taxa de mortes por intervenção policial do país.
  • Simões Filho (68,1 MVI/100k): Com cerca de 120 mil habitantes, a cidade entrou na lista devido a disputas entre grupos criminosos como Bonde dos Malucos e Comando Vermelho por território. Sua proximidade com o porto de Aratu e importantes rodovias contribui para a dinâmica do crime.
  • Jequié (67,4 MVI/100k): Embora tenha descido para a sexta posição, Jequié continua com uma taxa elevada de MVI. As disputas entre Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) e a letalidade policial acima da média nacional são fatores marcantes. É cortada pelas BR-116 e BR-330, e próxima ao porto de Ilhéus.
  • Juazeiro (55,8 MVI/100k): Localizada a mais de 500 km da capital baiana, Juazeiro reflete a expansão das facções criminosas e do tráfico de drogas. Grupos como Bonde dos Malucos e sua dissidência “Honda” contribuem para uma taxa de MVI três vezes maior que a nacional. A cidade possui um cruzamento estratégico de rodovias federais e o rio São Francisco, facilitando o escoamento fluvial para o tráfico.

Outras Cidades Críticas no Nordeste: Maracanaú (CE), Caucaia (CE), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Santa Rita (PB)

A concentração da violência no Nordeste é evidente, com cidades em outros estados também figurando no ranking:

  • Maracanaú (CE) (80,7 MVI/100k): Passou da 9ª para a 3ª posição, enfrentando intensas guerras entre Comando Vermelho e Guardiões do Estado pelo domínio do narcotráfico, além de sofrer com a perda de qualidade de vida.
  • Caucaia (CE) (66,6 MVI/100k): Parte da região metropolitana de Fortaleza, sofre com a disputa territorial entre Guardiões do Estado, Comando Vermelho e os “Neutros”. A proximidade com o porto de Pecém e a BR-020 são pontos estratégicos (SSPDS-CE). O Anuário destaca que a violência nesses municípios cearenses pode levar ao deslocamento forçado de moradores.
  • Cabo de Santo Agostinho (PE) (65,1 MVI/100k): Em Pernambuco, a cidade é palco de disputas de facções pelo narcotráfico, especialmente pelo Comando Litoral. Sua localização, a cerca de 20 km do Porto de Suape, um ponto vital para o tráfico internacional, eleva os índices de mortes violentas.
  • Santa Rita (PB) (60,9 MVI/100k): Na Paraíba, a cidade entrou no ranking em 2026 devido a conflitos entre facções e sua localização estratégica, próxima à BR-101 e à Rodovia Transamazônica, rotas cruciais para o transporte de produtos ilegais.

Por que as Cidades Mais Violentas do Brasil se Concentram no Nordeste: Tráfico, Facções e Rotas Estratégicas

A análise do Anuário revela padrões claros por trás da concentração de violência nessas cidades:

  1. Disputa por Território e Riqueza: O controle de rotas de tráfico de drogas e o comércio varejista de entorpecentes são a principal fonte de conflito entre facções criminosas.
  2. Infraestrutura Logística: A presença de importantes rodovias federais (BR-101, BR-116, BR-367, Transamazônica), portos (Aratu, Ilhéus, Suape, Pecém, Cabedelo) e aeroportos internacionais (Porto Seguro, Fortaleza) transforma essas cidades em corredores estratégicos para o escoamento de drogas, tanto para consumo interno quanto para exportação.
  3. Expansão do Crime Organizado: A migração de criminosos de grandes centros urbanos para municípios menores e a interiorização das facções contribuem para o aumento da violência.
  4. Letalidade Policial: Em algumas cidades, como Porto Seguro e Eunápolis, a alta taxa de mortes decorrentes de intervenção policial também é um fator relevante na taxa de MVI.
Rotas de tráfico e facções que explicam as cidades mais violentas do Brasil no Nordeste

Panorama Regional e Estadual: Concentração no Nordeste e Norte

Apesar da queda geral nas MVIs no Brasil, a distribuição territorial da violência é extremamente desigual. O Nordeste e o Norte continuam sendo as regiões com as taxas mais elevadas:

  • Nordeste: 31,6 MVI por 100 mil habitantes.
  • Norte: 25,3 MVI por 100 mil habitantes.
  • Média Nacional: 19,1 MVI por 100 mil habitantes.

Entre os estados mais violentos do Brasil, Amapá lidera com 42,5 MVI/100k, seguido pela Bahia (36,8 MVI/100k) e Ceará (34,7 MVI/100k). Em contrapartida, Santa Catarina (7,6 MVI/100k) e São Paulo (7,8 MVI/100k) registram as menores taxas. Essa discrepância ressalta a necessidade de políticas de segurança pública adaptadas às realidades locais (Ministério da Justiça e Segurança Pública).

Taxa de MVI por região: Nordeste, Norte e média nacional (2025)

Comparativo da taxa de MVI entre Nordeste, Norte e média nacional nas cidades mais violentas do Brasil
O Nordeste registra taxa 65% acima da média nacional; SC e SP ficam abaixo de 8 MVI/100 mil.

Outros Indicadores Relevantes de Segurança Pública: Feminicídios, Letalidade Policial e Sistema Prisional

O Anuário 2026 também traz à luz outros dados preocupantes que complementam o cenário da violência urbana no Brasil:

  • Feminicídios Brasil: Em 2025, os feminicídios atingiram um recorde, com uma média de quatro mulheres mortas por dia. Esse aumento vai na contramão da redução geral das mortes violentas, indicando a persistência e a gravidade da violência de gênero. Outros indicadores de violência contra a mulher, como violências psicológicas, stalking, descumprimento de medida protetiva e ameaças, também registraram alta.
  • Letalidade Policial: As mortes cometidas por policiais aumentaram 5% no ano passado, enquanto o número de policiais mortos caiu 3%. Este dado é particularmente relevante em cidades como Porto Seguro, que lidera o ranking de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP).
  • Sistema Prisional: O número de pessoas no sistema prisional cresceu 6% em 2025, chegando a 964 mil. A projeção é que o Brasil possa atingir 1 milhão de presos já em 2027, evidenciando o desafio contínuo de superlotação e gestão carcerária.
  • Armas e outros crimes: O estudo aponta um grande número de empresas e pessoas autorizadas a ter armas, com muitas com registro vencido. Houve também crescimento nos registros de produção, posse ou distribuição de conteúdos de abuso sexual infantil e casos de bullying/cyberbullying.

Como Sair da Lista das Cidades Mais Violentas do Brasil: o Caso Vitória da Conquista

Apesar do cenário desafiador, existem exemplos de sucesso que mostram que a prevenção da violência é possível com políticas públicas integradas e eficientes.

Um caso notável é o de Vitória da Conquista (BA). Contratando novos policiais e peritos e investindo em tecnologia, a cidade conseguiu reverter o quadro, ficando de fora do ranking das cidades mais violentas. Em 2025, a cidade registrou uma taxa de homicídios inferior a 9 por 100 mil habitantes, muito abaixo das médias nacional e nordestina.

Esse resultado foi alcançado através da política de fortalecimento da “Segurança Pública Básica”, que inclui:

  • Estruturação e integração da Guarda Municipal.
  • Ações preventivas como ocupação qualificada de espaços públicos.
  • Investimentos em infraestrutura urbana (revitalização de áreas, modernização da iluminação pública).
  • Fortalecimento da rede de proteção social e programas como o Grupo de Ronda Escolar.
  • Proteção a grupos vulneráveis, com a Guardiã Maria da Penha (enfrentamento à violência doméstica) e a Patrulha Araceli (proteção de crianças e adolescentes).

Governos estaduais como o do Ceará e Bahia também têm apresentado esforços e resultados na redução da violência no primeiro semestre de 2026, com quedas significativas nas MVIs em cidades como Maranguape, Maracanaú e Caucaia, e investimentos massivos em estruturas e pessoal.

Segurança Pessoal nas Cidades Mais Violentas do Brasil e a Importância da Proteção Financeira

Diante desse cenário complexo, adotar medidas de segurança pessoal é fundamental. A Folha da Segurança recomenda:

  • Atenção ao celular: Evite usá-lo em locais públicos desnecessariamente. Se precisar, entre em um estabelecimento seguro.
  • Escolha de rotas: Prefira caminhos movimentados e bem iluminados, mesmo que mais longos, e evite atalhos desertos.
  • Transações financeiras: Configure limites baixos para transferências Pix e saques noturnos. Considere carteiras com proteção RFID se seu cartão tem pagamento por aproximação.
  • Acesso à residência: Tenha chaves ou controle do portão em mãos antes de chegar à porta.

Além da segurança física, a proteção financeira e segurança são indispensáveis. Um seguro de vida, por exemplo, oferece amparo financeiro em situações inesperadas, mitigando o colapso financeiro que muitas vezes acompanha tragédias. Embora não impeça a violência, a indenização garante que a família não sofra um segundo trauma com preocupações financeiras, como dívidas ou o futuro dos filhos. É um legado de cuidado e planejamento que oferece tranquilidade em momentos de dor.

Conclusão: Desafios Contínuos e a Necessidade de Políticas Integradas

A análise do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 reforça a complexidade da violência urbana no Brasil. Embora haja uma tendência de queda nas mortes violentas intencionais a nível nacional, a concentração da violência no Nordeste e Norte, impulsionada pelo tráfico de drogas e facções, exige atenção urgente.

Os dados sobre feminicídios Brasil e letalidade policial são alarmantes e indicam que a luta pela segurança deve ser multifacetada, abordando não apenas o crime organizado, mas também as violências específicas de gênero e a atuação das forças de segurança.

A experiência de sucesso de cidades como Vitória da Conquista demonstra que a integração de ações de segurança com políticas sociais, investimentos em infraestrutura e prevenção é o caminho para um futuro mais seguro. É imperativo que gestores públicos, sociedade civil e cidadãos colaborem para construir soluções duradouras e proteger as vidas brasileiras. A Folha da Segurança continuará acompanhando e informando sobre esses desafios, buscando contribuir para um país mais seguro para todos.

Perguntas Frequentes sobre as Cidades Mais Violentas do Brasil

Qual é a cidade mais violenta do Brasil em 2026?
Maranguape (CE), com 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.

Quantas das cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia?
Cinco das dez: Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro.

Qual estado tem a maior taxa de violência?
Amapá, com 42,5 MVI por 100 mil habitantes.

O que é MVI?
Soma de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

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