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Crise: Como administrar?

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Crise: Como administrar?

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Não basta as empresas terem um plano preventivo de segurança, pois ele nunca terá a condição de zerar os riscos. Por mais bem planejado e implementado que seja, ele não tem como ser 100%. Esta realidade nos faz perceber a importância da organização ter um plano de contingência, pois uma emergência ou crise poderá levar a empresa a encerrar as suas atividades, caso não seja bem administrada.

Poderíamos conceituar crise como um fenômeno complexo que tem sua origem em fatores internos e/ou externos à organização, caracterizado por um estado de grande tensão com elevada possibilidade de agravamento e risco de sérios impactos na imagem e na própria sobrevivência da organização.

criseA crise é um evento que pode ser de cunho criminoso ou não, exigindo uma resposta rápida e específica a fim de assegurar uma solução aceitável, minimizando-se os impactos. Ela, geralmente, é imprevisível e pode ameaçar a integridade física e a vida dos funcionários e das pessoas da comunidade ao redor da empresa. A gravidade da situação exige da empresa uma ação em caráter de urgência e uma postura organizacional não rotineira.

Não podemos esquecer que a crise poderá ser explorada pelos concorrentes. Esta realidade ressalta a importância das atividades de inteligência e de comunicação, havendo necessidade de um segmento pós-crise para neutralizá-la e evitar repetição.

É importante que não confundamos Gerenciamento de Crise com Planejamento de Contingência, pois o primeiro está inserido no segundo. O gerenciamento trata da administração propriamente dita da contingência e utiliza várias equipes, previstas no planejamento.

O Comitê de Crise é o grupo especificamente preparado para administrar o desastre. Ele é composto por: equipe técnica, equipe administrativa, equipe operacional, assistência social e assessoria de imprensa.

O gerenciamento de crises pressupõe a clareza de informações, a ética e a transparência nas ações

O gerenciamento de crises pressupõe a clareza de informações, a ética e a transparência nas ações. Sempre que possível, a empresa deve tornar pública as ações adotadas para evitar as especulações. Esta interface com o ambiente externo à organização é responsabilidade da assessoria de imprensa e deve ser feita com muito critério, pois pode afetar, irreversivelmente, a imagem da empresa.

Deve-se evitar a ocultação dos problemas e procurar esgotar o assunto o mais rápido possível. Durante a emergência, embora se deva suspender a publicidade da empresa para dificultar o desgaste da imagem, é conveniente aproveitar os espaços disponíveis na mídia para divulgar esclarecimentos sobre o assunto.

A resposta à contingência será potencializada mediante a manutenção de uma equipe que tenha a função de prever, projetar e administrar possíveis crises

A resposta à contingência será potencializada mediante a manutenção de uma equipe que tenha a função de prever, projetar e administrar possíveis crises. Mesmo sabendo que não temos a capacidade de antever o futuro, esta política dera à empresa a capacidade de minimizar os impactos. Uma das ações importantes a serem implementadas por esta equipe é a prática de simulações.

É importante salientar que a melhor forma de enfrentar a contingência é o constante acompanhamento dos processos, o monitoramento do segmento do negócio, a atualização de cenários e a manutenção de equipe mobilizada contra eventuais crises. Em conjunto, essas ações facilitam a intervenção em situações de crise e, quase sempre, minimizam as interrupções ou as anormalidades nas atividades corporativas.

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Doutor em Ciencias de La Seguridad (Espanha). Mestre em Direccion de Seguridad (Espanha). Certificacion Profesional de Seguridad Internacional (C.P.S.I.) pela Corporación Euro-Americana de Seguridad (CEAS INTERNACIONAL, Espanha). Certificacion internacional de proteccion personal (C.I.P.P.) pela CEAS INTERNACIONAL (Espanha). Certificacion Internacional en Gestion de Riesgos (CIGR). Diplomado en Direccion de Seguridad (DIDS - Espanha). MBA em Consultoria e Gestão de Recursos Humanos. MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Engenheiro Civil. Extensão em Administração da Segurança Empresarial. Extensão em Gestão de Riscos Corporativos. Extensão em Alta Gerencia en Seguridad Internacional (Espanha). Autor de 08 livros. Organizador de 02 livros. Autor de 12 videoaulas (Jornal da Segurança – São Paulo). Coordenador e professor do MBA em Gestão Estratégica da Segurança Corporativa (FACEI). Pesquisador, consultor e facilitador.

1 comentário

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Adenilson Guedes

Excelente abordagem sobre o tema! Parabéns

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