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As bases do programa de Compliance

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As bases do programa de Compliance

Um programa de compliance deve ser sustentado em nove pontos importantes: apoio da alta administração, riscos, código de conduta e política de compliance, controles internos, treinamento e comunicação, disque denúncia, investigação interna, due diligence e auditoria e monitoramento.

APOIO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO

É essencial o apoio da alta administração. Este apoio é demonstrado mediante:

  • Declarações escritas para os colaboradores com o objetivo de comunicar e documentar os padrões éticos da empresa.
  • Estar presente nos treinamentos de compliance.
    Engajamento e envolvimento na prevenção.
  • Deve aderir às regras e ser um exemplo de bom comportamento.

RISCOS

É importante que, antes de se falar em riscos, se conheça os objetivos da empresa e do programa de compliance

É importante que, antes de se falar em riscos, se conheça os objetivos da empresa e do programa de compliance, pois o código de conduta, as políticas e os esforços de monitoramento deverão ser construídos com base nos riscos que forem identificados.

CÓDIGO DE CONDUTA E POLÍTICA DE COMPLIANCE

Após a identificação, análise e avaliação de riscos e a identificação de leis, regulamentações, códigos aplicáveis as operações, inicia-se a elaboração da política de compliance.
Essa documentação serve como a formalização daquilo que é a postura da empresa em relação aos diversos assuntos relacionados às suas práticas de negócios, e servirá como um norte que guiará os colaboradores para o caminho das práticas éticas e legais na condução das suas atividades. Principais políticas de compliance: anticorrupção; interação com entidades e setor público; cortesias comerciais; viagens e entretenimento; gestão de propriedade intelectual; conflito de interesses.

Na construção do código de conduta os pontos a serem levados em conta são:

  • Mensagem do presidente.
  • Linguagem acessível.
  • Objetivo.
  • Perguntas e respostas.
  • Introduzir cada um dos assuntos relevantes para o programa de compliance.

CONTROLES INTERNOS

São mecanismos que asseguram que os livros e registros contábeis e financeiros reflitam os negócios e operações da empresa, conforme requerido por diversos instrumentos, como a Lei Sarbannes-Oxley.
Os controles internos estabelecem as regras para revisão e aprovação de atividades, existência das atividades, documentação suporte, processamento e registro das transações. Os controles internos podem ser considerados eficientes e eficazes se:

  • Os objetivos das operações estão sendo alcançados.
  • As demonstrações financeiras publicadas são preparadas de maneira confiável.
  • As leis e regulamentos aplicáveis estão sendo cumpridos.

TREINAMENTO E COMUNICAÇÃO

Cada colaborador do topo da pirâmide à base operacional deverá entender os objetivos do programa de compliance, as regras e o seu papel para garantir o sucesso do programa.

DISQUE DENÚNCIA

Fornecem aos colaboradores e parceiros comerciais uma forma de alertar a empresa para potenciais violações ao código de conduta, a outras políticas ou mesmo a respeito de condutas inadequadas de colaboradores ou terceiros.

INVESTIGAÇÃO INTERNA

A empresa deve possuir processos internos que permitam investigações para atender às denúncias. Esses processos devem garantir que os fatos sejam verificados, responsabilidades identificadas e, em sendo necessário, definir as sanções e ações corretivas mais apropriadas a serem aplicadas.

DUE DILIGENCE

Empresas que realizam negócios por meio de parceiros, representantes ou revendedores devem adotar um processo de avaliação prévia à contratação (Due Diligence) para entender a estrutura societária e situação financeira do terceiro, bem como levantar se existe histórico de práticas comerciais antiéticas ou que, poderá expor a empresa a um negócio inaceitável ou que envolva riscos legais.

AUDITORIA E MONITORAMENTO

Processo constante para identificar se as bases do programa estão funcionando.

Sucesso.

Professor Dr. Nino Meireles.

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Doutor em Ciencias de La Seguridad (Espanha). Mestre em Direccion de Seguridad (Espanha). Certificacion Profesional de Seguridad Internacional (C.P.S.I.) pela Corporación Euro-Americana de Seguridad (CEAS INTERNACIONAL, Espanha). Certificacion internacional de proteccion personal (C.I.P.P.) pela CEAS INTERNACIONAL (Espanha). Certificacion Internacional en Gestion de Riesgos (CIGR). Diplomado en Direccion de Seguridad (DIDS - Espanha). MBA em Consultoria e Gestão de Recursos Humanos. MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Engenheiro Civil. Extensão em Administração da Segurança Empresarial. Extensão em Gestão de Riscos Corporativos. Extensão em Alta Gerencia en Seguridad Internacional (Espanha). Autor de 08 livros. Organizador de 02 livros. Autor de 12 videoaulas (Jornal da Segurança – São Paulo). Coordenador e professor do MBA em Gestão Estratégica da Segurança Corporativa (FACEI). Pesquisador, consultor e facilitador.

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