Segurança pública na Região Norte: Região Norte redesenha mapa da violência em uma década
A segurança pública na Região Norte passou por mudanças significativas na última década. Dados do Atlas da Violência 2026 e do Mapa da Segurança Pública 2026 mostram que estados que compartilhavam desafios históricos relacionados à violência passaram a seguir trajetórias distintas, tanto na evolução dos homicídios quanto na capacidade de resposta das forças de segurança.

O principal movimento aconteceu no Pará. Entre 2014 e 2024, o estado registrou a maior redução da taxa de homicídios da região: queda de 36,4%, com o índice passando de 43,1 para 27,4 mortes por 100 mil habitantes. Na direção oposta, o Amapá teve aumento de 30,2% e encerrou o período com a maior taxa de homicídios do país. Amazonas e Rondônia também reduziram seus indicadores, em ritmo mais moderado, enquanto o Tocantins manteve a menor taxa da Região Norte.
Os contrastes operacionais da segurança pública na Região Norte

Os dois levantamentos analisam dimensões diferentes da segurança pública e, juntos, ajudam a compreender esse novo cenário. Enquanto o Atlas da Violência acompanha a evolução dos indicadores ao longo de uma década, o Mapa da Segurança Pública retrata a atuação das forças policiais em um recorte anual, reunindo dados sobre cumprimento de mandados, apreensão de armas e outras ações de enfrentamento à criminalidade.
Nesse contexto, o Pará concentrou alguns dos principais indicadores operacionais da região em 2025. O estado respondeu por 27,8% de todas as armas de fogo apreendidas na Região Norte e liderou o cumprimento de mandados de prisão, com 7.046 ordens judiciais executadas ao longo do ano — quase um terço de todas as prisões realizadas na região.
Através do Atlas da Violência e do Mapa da Segurança Pública 2026, outro indicador que reforça as diferenças observadas entre os estados é o de pessoas desaparecidas. Enquanto a média nacional chegou a 39,94 registros por 100 mil habitantes em 2025, o Pará encerrou o ano com taxa de 14,21, a segunda menor do país, atrás apenas de Mato Grosso do Sul.
Em conjunto, os dois estudos mostram que a Região Norte deixou de apresentar um comportamento homogêneo na área da segurança pública. A redução da violência letal passou a ocorrer em ritmos distintos entre os estados, enquanto os indicadores operacionais revelam diferentes capacidades de resposta no enfrentamento à criminalidade.



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