Radar Premium de Riscos · 9 de outubro de 2026 · Atualizado às 10h32 · 11 min de leitura
Segurança portuária: do casco em Salvador ao motor no Texas, o navio virou o alvo
Na quarta-feira, mergulhadores da Polícia Militar da Bahia desceram ao casco de um navio de carga ancorado na Baía de Todos-os-Santos. Nas partes submersas, encontraram cerca de 150 kg de cocaína com provável destino à Europa. É mais um alerta para a segurança portuária na Bahia.
A empresa que embarcou mercadoria legal naquele navio não sabia de nada. E é justamente aí que mora o problema: nesse método, o tráfico não precisa do exportador nem da tripulação. Contamina o navio por fora, abaixo da linha d’água, e transforma a carga honesta em cobertura. Quem paga a conta é quem não fez nada de errado: retenção de carga, navio detido, cliente europeu desconfiado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, as apreensões de cocaína no Porto de Salvador já somam cerca de uma tonelada em 2026. Em março, uma operação policial encontrou 816 kg da droga numa empresa de mergulho e limpeza de cascos que, segundo a Justiça, servia de fachada.
Na mesma semana, a milhares de quilômetros dali:
- 🛢️ Hackers chegaram ao sistema de propulsão de um superpetroleiro a caminho do Texas, e as autoridades já monitoram cerca de 20 navios comprometidos;
- 🔓 O FBI admitiu que dados dos próprios agentes vazaram porque uma prestadora não aplicou uma atualização de segurança;
- ⚠️ O petróleo encostou em US$ 106 com novos ataques a navios no Estreito de Ormuz.
Três casos, um mesmo padrão: o atacante entrou por onde ninguém estava olhando. Abaixo da linha d’água, dentro da rede de automação, no contrato do terceiro.
A pergunta que fica para o gestor de segurança: na sua empresa, quem está olhando esses pontos?
Atualizado às 10h32: operação contra o PCC prende 24 suspeitos no sudoeste da Bahia, o furacão Isaias vira Categoria 3 e ameaça o Golfo do México esta noite, e a PRF restringe cargas especiais nas rodovias durante o feriado.
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