Câmeras com inteligência artificial: como transformar o videomonitoramento em inteligência de vídeo na empresa
Tipos de analíticos, fabricantes e prestadores que já usam o modelo no Brasil, aplicações em segurança patrimonial, controle de acesso e segurança do trabalho, a nova ameaça dos drones e o roteiro completo para fazer a prova de conceito antes de comprar.
Durante décadas, o CFTV corporativo funcionou como uma máquina de produzir provas para depois do fato. A câmera gravava, o disco girava e a imagem só era consultada quando o furto já tinha acontecido, o portão já tinha sido arrombado ou o acidente já tinha feito uma vítima. As câmeras com inteligência artificial invertem essa lógica: o equipamento deixa de ser um olho passivo e passa a funcionar como um sensor que interpreta a cena, classifica o que vê e avisa o operador quando algo foge da regra.
A síntese mais precisa dessa virada foi feita por Tara Dunning, vice-presidente de Segurança Global da Wesco International, em artigo publicado pela revista norte-americana Security Magazine: com análise de vídeo baseada em IA, as câmeras de segurança se tornam sensores robustos, capazes de detectar ameaças de forma autônoma, sem exigir alguém olhando as imagens o tempo todo. Dunning lembra que esse movimento integra há anos as megatendências mapeadas pela Security Industry Association (SIA) e que, com a convergência de redes, o mesmo parque de câmeras passa a servir também à segurança do trabalho, à experiência do cliente no varejo e à manutenção preditiva de equipamentos industriais.
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