
A Segurança Humanizada e Inteligente: Proteção que Vai Além do Uniforme
06/08/2023Segurança em estações de metrô vai além do uso do uniforme. Ser um agente de segurança hoje exige ser um verdadeiro guardião, incorporando postura, comportamento e dedicação. O objetivo é proporcionar aos passageiros uma sensação genuína de proteção e tranquilidade, criando um ambiente seguro e acolhedor. Essa abordagem humanizada transforma o agente de segurança do metrô em um parceiro essencial na busca por espaços mais seguros e confortáveis para todos.
Segurança em estações de metrô. Presença que Vai Além do Uniforme
A segurança humanizada e inteligente guia os passos desses profissionais. Diferente de outras funções, como a de recepcionistas e vendedores – que não podem ser confundidos com outros profissionais – o foco dos agentes de segurança é fazer proteção em três pilares: pessoas, imagem e o patrimônio. São indivíduos dotados não apenas de força física, mas também de mentes afiadas, capazes de antecipar e prevenir situações de risco.

Prevenção e Dissuasão
A segurança humanizada difere-se da abordagem repressiva do passado, frequentemente associada ao estereótipo do “leão de chácara”, de seguranças brutos, violentos. Seu objetivo é evitar conflitos e incidentes antes que ocorram. Por meio de técnicas de observação e análise, esses profissionais identificam potenciais ameaças e tomam medidas proativas para minimizar riscos.
Sensação de Presença
Um dos pilares dessa abordagem é a habilidade de fazer com que o cliente sinta a presença do agente de segurança. Não basta estar fisicamente presente; é essencial transmitir segurança e tranquilidade por meio de ações, linguagem corporal e postura profissional. O cliente deve sentir-se amparado e protegido, sabendo que há alguém atento às suas necessidades de segurança. Além disso, a postura firme e confiável do agente pode desencorajar o infrator, que, ao perceber a presença de segurança, pode se afastar e buscar outro ambiente.
Utilizando a Teoria do Triângulo do Crime
Aplicando a teoria do triângulo do crime (motivação do infrator, vítima/alvo e ausência de um guardião capaz), o agente de segurança oferece obstáculos ao ofensor. A postura e a presença são muitas vezes os obstáculos decisivos, já que uma postura relaxada ou pouco representativa de um agente de segurança pode não transmitir o fator dissuasivo necessário.

Neste sentido, acredita-se que Oliveira (2005) tentou, de forma pluridimensional, resgatar esse conceito ao falar em “parelha criminal” e “parelha penal”, uma vez que tais termos englobariam uma série de fatores e atores dentro de um cenário que predispõe as relações entre os envolvidos. No entanto, considera-se que a teoria proposta por Martinez e Tasca oferece maior concretude.
O triângulo do crime apresenta uma visão clara dos elementos necessários para a ocorrência de um crime, cuja interação pode ser sintetizada da seguinte forma: para que um crime aconteça, deve haver convergência de tempo e espaço entre pelo menos três elementos: um provável agressor, uma vítima/alvo adequado, e a ausência de um guardião capaz de impedir o crime (HIPÓLITO; TASCA, 2012, p. 199).
Eficiência e Discrição
A segurança humanizada não busca intimidar ou causar desconforto aos frequentadores do local. Pelo contrário, ela atua com eficiência e discrição, garantindo que sua presença não interfira negativamente na experiência positiva dos clientes. O agente de segurança é um elemento integrante do ambiente, trabalhando em sintonia com os demais colaboradores.
Tecnologia e Inovação a Favor da Segurança
Além das habilidades humanas, a segurança inteligente também se beneficia dos avanços tecnológicos. Sistemas de vigilância avançados, monitoramento em tempo real e análise de dados auxiliam na potencialização do trabalho do agente, aumentando a eficácia das medidas preventivas.

A segurança humanizada e inteligente representa uma evolução fundamental no setor da segurança, ultrapassando as simples exigências contemporâneas de proteção. Ao abraçar o cuidado, a empatia e adotar uma atuação inteligente e preventiva, essa abordagem redefiniu o conceito de segurança para um novo patamar.
Investir e valorizar essa modalidade de segurança é, de fato, investir no bem-estar e na tranquilidade de todos os frequentadores dos ambientes protegidos. A sensação de segurança proporcionada pelo agente humanizado e inteligente não apenas tranquiliza os clientes, mas também estimula a construção de um ambiente de confiança.
Ao equilibrar a presença física com ações preventivas, os profissionais de segurança humanizados demonstram sua capacidade de lidar efetivamente com grandes públicos de pessoas, criando uma atmosfera acolhedora e segura, onde todos se sentem protegidos.
Essa abordagem não se limita apenas a combater ameaças, mas também busca promover um ambiente acolhedor e favorável para as atividades cotidianas das pessoas. No entanto, é importante ressaltar que essa sofisticação não deve ser confundida com segurança inerte; ao contrário, os agentes devem estar sempre preparados para atuar de forma repressiva, dentro dos limites da lei, quando necessário.
A segurança humanizada e inteligente é, portanto, um novo modelo que integra tecnologia, empatia e capacidade de ação, criando um ambiente seguro e acolhedor para todos. Ao adotar essa abordagem, estamos construindo um futuro onde a segurança é muito mais do que uma medida reativa, mas sim um elemento ativo na criação de experiências positivas e protegidas em todos os ambientes que frequentamos.
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