Agora é lei: Novo decreto do governo endurece regras e criminaliza negligência digital
09/08/2025Medida obriga empresas e órgãos públicos a adotar padrões mínimos de proteção cibernética, sanções severas e inclui cibersegurança no currículo escolar.
Segurança cibernética no Brasil. Diante do aumento expressivo de crimes virtuais, entrou em vigor no dia 4 de agosto o Decreto 12.573/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece a nova Estratégia Nacional de Segurança Cibernética. A medida endurece as regras para proteção digital no Brasil, exigindo que setores essenciais, como energia, saúde, bancos e governo, adotem padrões mínimos obrigatórios de segurança. Empresas privadas que oferecem produtos ou serviços com alto risco digital também poderão ser obrigadas a obter um Selo Nacional de Segurança Cibernética.

Cenário crítico da segurança digital no Brasil
A importância da segurança cibernética no Brasil
O decreto surge em meio a um cenário cada vez mais crítico para o país:
- O rápido avanço das tecnologias digitais tem exposto lacunas institucionais
- Falta de profissionais especializados
- Dificuldades no fortalecimento das empresas públicas e privadas
Segundo a pesquisa Digital Trust Insights 2025:
- 1 em cada 3 empresas brasileiras sofreu perdas acima de US$ 1 milhão devido a ciberataques nos últimos anos
- Apenas 2% dessas empresas possuem estratégias eficazes de proteção.
Opinião de especialista: Wanderson Castilho
Para Wanderson Castilho, referência em investigações cibernéticas, a medida é um divisor de águas no combate ao cibercrime no país:
“Pela primeira vez, temos um decreto que impõe regras claras e sanções reais para empresas e instituições que negligenciam a segurança digital, uma regulamentação robusta que transforma a segurança digital de um diferencial competitivo em uma obrigação legal. Agora, está na lei: proteger sistemas e dados é uma obrigação, não uma escolha. Quem ignorar essa nova realidade estará, literalmente, expondo a empresa à Justiça”, afirma Castilho.
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Principais impactos da nova estratégia de segurança
Para empresas privadas:
- Serão criminalmente responsabilizadas em caso de omissão na adoção de medidas de segurança cibernética
- Obrigatoriedade de ter uma equipe de resposta a incidentes
- Identificação, contenção e mitigação de ameaças de forma ágil
- Em caso de falha por negligência, a empresa e seus responsáveis poderão responder criminalmente
- Possibilidade de enfrentar processos judiciais, multas elevadas e danos irreparáveis à reputação
Para órgãos públicos:
- Setores críticos obrigados a adotar padrões mínimos de segurança cibernética
- Medidas exigidas incluem:
- Criptografia
- Autenticação multifator
- Monitoramento contínuo
- Elaboração e atualização de planos de gestão de riscos cibernéticos
- Protocolos de resposta a incidentes para prevenir, detectar e reagir rapidamente
Para os cidadãos:
- Inclusão de conteúdos sobre cibersegurança nos currículos escolares
- Abrangência desde a educação básica até a superior
- Objetivo de formar cidadãos mais conscientes, críticos e preparados para lidar com ameaças virtuais
Mudança de cultura nacional
“Estamos diante de um marco histórico. Não é apenas uma lei, é uma mudança de cultura que coloca a proteção digital no centro das prioridades nacionais. Quem ainda vê segurança cibernética como custo vai precisar rever esse pensamento, porque, daqui para frente, a ausência de medidas de proteção pode significar não só prejuízo financeiro, mas também responsabilização criminal. O Brasil está, finalmente, tratando o cibercrime com a seriedade que ele exige”, finaliza Castilho.
Quem é Wanderson Castilho?
- Perito internacional em crimes cibernéticos
- Já solucionou mais de 6 mil casos ao redor do mundo
- Utiliza técnicas avançadas de:
- Perícia digital
- Análise de metadados
- Rastreamento de identidades anônimas
- Fundador da Enetsec, com sede nos EUA e no Brasil
- Atua há mais de 20 anos desvendando fraudes, vazamentos e assédios virtuais
- Físico de formação e autor de quatro livros
- Certificações:
- Investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group
- Certified Ethical Hacker (CEH)
- Certified Computing Professional (CCP)
- Membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners)
- Licenciado como investigador particular nos Estados Unidos
- Contribuiu para mudanças legislativas, como a criação da Lei da Pornografia de Vingança (Lei 13.772/2018)
- Considerado uma das maiores autoridades em segurança digital da América Latina
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